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Ou Est Le Swimming Pool – Dance The Way I Feel

6 out

Vou começar este post de uma maneira diferente. Quando conheci o Ou Est Le Swimming Pool, foi com a incrível “Dance The Way I Feel”, e já com a certeza de ser um hit certeiro nas pistas e tudo mais. Procurei saber mais sobre esse trio inglês e fui surpreendido com a notícia de que o seu vocalista Charles Haddon teria cometido suicídio durante um festival na Bélgica. Notícias assim, na verdade, sempre me chocam. O grupo estava prestes a lançar o seu primeiro disco, entitulado The Golden Age quando todo mundo recebeu a notícia da morte. A banda estava em turnê com a La Roux, que ficou chocada com tudo o que aconteceu e ofereceu alguns de seus shows em homenagem aos integrantes do grupo. O Frankmusik, da certeira “Confusion Girl”, chegou até a fazer um cover completamente emocionado e triste do hit que citei acima.

Uma pena, pois o trio fazia um synthpop delicioso, e não tem como parar de ouvir o recém vazado The Golden Age. Certamente teriam uma carreira promissora, e muito trágico que tudo tenha acabado assim. Triste conhecer uma banda, baixar o disco e saber que não poderá de forma alguma ver seu show em sua formação original. Ouça o hit do grupo logo abaixo, e logo após escute também o belo cover do Frankmusik pra faixa.

♫ Ou Est Le Swimming Pool – Dance The Way I Feel

+[BONUS] Frankmusik – Dance The Way I Feel (Cover)

Sufjan Stevens – I Want To Be Well / Futile Devices

30 set

O Sufjan Stevens surpreendeu definitivamente o mundo com o seu The Age of Adz. Tivemos uma primeira amostra do que seria seu trabalho novo com “I Walked” e “Too Much”, mas ao ouvir o disco por completo tive a sensação de que estava ouvindo um encontro entre o Radiohead e o Animal Collective, acrescentando um Sufjan completamente pirado e 30 pessoas cantando em coro. Prova disso é uma das melhores faixas do Adz, “I Want To Be Well”, além de gigante epopéia “Impossible Soul”, com seus vinte e cinco minutos de duração. Ela por si só merece um post a parte.

Em “I Want To Be Well”, Sufjan nos leva a uma viagem muito próxima ao que o Radiohead fez na clássica “2+2 = 5. A faixa tem uma energia incrível e vai crescendo assustadoramente até repetir “Well I Want to Be” por mais de 3 minutos em coro, como se Stevens cantasse quase que em transe. Já em “Futile Devices” temos um pequeno resgate daquilo que ele era, singelo e doce, numa de suas mais bonitas composições. A faixa que abre o álbum certamente destoa de todo o resto do disco, que é  mais barulhento e eletrônico, mas sem discrepância ou gratuidade. É como se ela nos preparasse pro que havia de vir.  Certamente, Sufjan fez um dos discos do ano, mas acima de tudo um divisor em sua carreira, e será lembrado por isso por um bom tempo.

Sufjan Stevens – I Want To Be Well

Sufjan Stevens – Futile Devices

Holger – Beaver

30 set

Uma das bandas brasileiras mais hypadas de 2009 (e desse ano!) acaba de lançar e disponibilizar gratuitamente seu primeiro disco. Falo do Holger, grupo paulista que rodou o Brasil em diversos festivais e tocou até no gringo SXSW, e que traz uma luz para o rock feito em terras brasilis.

Com todas as faixas cantandas em inglês, o Sunga não deve nada aos trabalhos feitos por bandas de fora. Por sinal, esse é um sentimento de que deve ser deixado de lado, visto que as nossas produções estão crescendo cada vez mais em criatividade (vide também o Do Amor, como postamos aqui). No caso do Holger, um rock dançante, com influências de afro e quase todas as músicas cantadas em uníssono pela banda, faz do Sunga um dos melhores discos nacionais de 2010. Exemplo disso são as faixas faixas “Let’em Shine Below”, “Eagle”, “Genemoçambique”, “Toothless Turtles” e a mega dançante “Beaver”, a queridinha de público e críticos. Não é pra menos. A música tem um toda essa levada afro que permeia o disco, e facilmente gruda em quem escuta, e a única vontade que dá é de ir batendo o pé, balançando a cabeça e depois dançar por completo. Baixe e ouça “Beaver” abaixo, mas pegue o Sunga comple lá no Trama Virtual, clicando aqui.

♫ Holger – Beaver

Glasser – Plane Temp

29 set

Uma das novas apostas do cenário musical independente acaba de lançar seu primeiro trabalho. Falo da Glasser, com seu Ring. Há alguns posts atrás falamos da viciante “Home”, com seus barulhos e até um próprio instrumento criado pela moça, provando sua capacidade inventiva na criação de suas canções. Agora chegou a hora de conhecer todo o seu trabalho. Não me decepcionei. O disco traz uma força estranha e uma sonoridade meio peculiar. O tom grave da voz da Glasser pode trazer comparações a cantoras como Cat Power, Bat for Lashes e até mesmo a Florence & the Machine. Um ar místico e espiritual circunda o trabalho da Cameron Mesirow e isso a gente pode comprovar claramente na bela “Plane Temp”, onde um trecho da letra é repetido a exaustão e gruda assustadoramente na cabeça por um bom tempo, tal como “Home”. De forma melódica, seus instrumentos nos levam a sons quase que indígenas, de uma forma sombria e melodiosa, quase que uma experiência espiritual.

♫ Glasser – Plane Temp

The Radio Dept. – Never Follow Suit/New Improved Hypocrisy

21 set

Uma das bandas suécas mais queridas dos últimos tempos, depois de um leve tempo sem lançar nada, nos traz o Clinging to a Scheme, em Maio deste ano, terceiro disco, mostrando todo o noisy/lo-fi-pop do grupo. Dia 14 eles disponibilizaram para download gratuito em sua página oficial o single The New Improved Hypocrisy, deixando os fãs ainda mais felizes. Não bastando isso, hoje, eles jogaram um das músicas de um EP a ser lançado no dia 10 de Novembro, o Never Follow Suit (faixa do cd Clinging to a Scheme). Este EP contém 4 faixas e terá apenas 1000 cópias em vinil. São dois estilos distintos do Radio nessas faixas. Mas esse ar de som caseiro, gravado na cozinha de casa em momentos livres, deixa o trabalho do grupo cada vez mais inspirador. Que o diga Sofia Coppola, que em seu penúltimo filme, Maria Antonieta, colocou TRÊS músicas na trilha sonora. É definitivamente, uma das minhas Top 10 bands of all the time. Você pode ouvir as duas na íntegra logo abaixo.
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Soft Powers – Strawberry Soup

21 set

Você deve tá se perguntando: quem raios é Soft Powers que eu nunca ouvi falar? Então, assim como o Deerhunter, o duo norte-americano é de Atlanta, Georgia – e tem um disco e dois EPs recém lançados. Recém lançados de verdade, pois os caras sempre disponibilizam algo pra quem curte o som deles, pra vocês terem ideia, esse material todo foi lançado entre Agosto e Setembro.  A produção é bem lo-fi e com uma sonoridade calcada no dreampop/dreamwave, meio noisy, que remete logo de cara ao trabalho do Ariel Pink’s Haunted Graffiti. A impressão que temos é de um trabalho bruto, que falta alguma coisa. Algumas faixas são cortadas, incompletas mesmo. Parece que estamos ouvindo uma fita cassete bem antiga.O Soft Powers disponibilizou em sua página o download pra todos os seus trabalhos. Mas se você ficou com uma ponta de curiosidade e quer ouvir algo antes, recomendo a Strawberry Soup. Faixa do disco Bad Pop, é como se a 1901 do Phoenix fosse feita em 1982.

Deerhunter – Desire Lines

20 set

Confesso que nunca tinha dado tanta atenção ao Deerhunter e só vim atentar do Microcastle/Weird Era Cont, pra cá. Com o lançamento de Halcyon Digest, e seu primeiro single que você pode conferir aqui, a banda entrou definitivamente no hall de bandas legais que merecem sempre uma boa ouvida. O mais recente álbum traz 11 faixas do mais puro rock alternativo e que faço questão de um dia ver ao vivo. O que mais me chamou foi a incrível Desire Lines. Em seus primeiros segundos podemos lembrar do Interpol dos tempos áureos da banda de Turn On The Bright Lights, e com o passar, a música vai crescendo e ganhando ares de hit certeiro do Deer. Com quase 7 minutos, a faixa poderia muito bem ser do Sonic Youth, e essa não é uma comparação que desmereça o trabalho de nenhum dos dois, ao contrário, ela só reforça o bom gosto das linhas traçadas por ambos, e isso fica bem notório nos viajantes últimos três minutos de Desire Lines.
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Deerhunter – Desire Lines

Belle & Sebastian – The Ghost of Rockschool

20 set

O grupo escocês mais fofo de todos os tempos tem na rede o seu mais novo trabalho, o Write About Love. Já tinha escrito um pouco sobre a faixa-título em alguns posts atrás, agora chegou a oportunidade de falar do trabalho como um todo. Tirando toda a expecativa gerada em cima do lançamento do disco, depois de quatro anos, o trabalho do Belle se aproxima bastante do Fold Your Hands, You Walk Like A Peasant. Não tão solar quanto os outros, mas isso nem um pouco desmerece as faixas produzidas. O novo trabalho é redondo e bem homogêneo, acredito que é o mais dos últimos três trabalhos. Faixas como: Calculating Bimbo, e Little Lou, Ugly Jack, Prophet John são calmas e gostosas de se ouvir em momentos de quietude, esta última, inclusive, tem a participação da Norah Jones. Já outras como, I Didn’t See Coming, I Want The World To Stop e Come on Sister mostram um Belle mais bonitinho e levemente dançante. Uma das suspresas foi a I’m Not Living in The Real Wolrd, uma das menos bellesebastianas composições do grupo. Cheia de wooos e um tecladinho moog, a faixa mostra mais uma vertente do grupo.

The Ghost of Rockschool, sem dúvida está no meu top 3 das faixas mais bonitas desse disco. Com um naipe de metais que deixam a canção melancólica, ela nos lembra os antigos tempos de We Rule the School, do incrivel Tigermilk. Sem dúvida o Belle & Sebastian pode não ter feito o disco da década, mas certamente abrilhantou ainda mais a sua carreira praticamente que irrepreensível. Vida longa.

♫ Belle & Sebastian – The Ghost of Rockschool

Friday Remixes – III

17 set

Dessa vez resolvemos dividir os remixes, eu, Michel, e o Luis Felipe, portanto, estaremos escolhendo as músicas para cada momento da sua noite, desde ao se animar pra sair de casa até na volta da balada com o dia amanhecido.

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Fun – Walking the Dog (RAC Remix)

PARA OUVIR: SE ANIMANDO PARA SAIR

No primeiro Friday Mixes postamos um remix do RAC feito para o Ra Ra Riot que ficou bem melhor que a versão original. Com essa música do fun, o RAC apenas deu uma levantada, deixando-a com uma pegada mais catchy e dançante. É a típica música para decidir em que balada ir.

♫ Fun – Walking The Dog (RAC remix)

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Everything Everything – MY KZ YR BF (Grum Remix)

PARA OUVIR: TOMANDO BANHO

Uma das bandas mais queridinhas da NME aparece nesta edição com um remix pra lá de gostoso feito pelo GRUM. Se normalmente ela já não sai da cabeça, com esse remix, a vontade de dançar fica cada vez maior. Os teclados meio oitentistas dão um ar nostálgico à música, e a transforma num electro de primeira linha.

♫ Everything Everything – MY KZ YR BF (Grum Remix)

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Chemical Brothers – Swoon (Boyz Noise Remix)

PARA OUVIR: SE ARRUMANDO

O último disco do Chemical Brothers não tem grandes hits como Hey Boy Hey Girl, mas tem faixas honestas e muito boas, sendo uma delas Swoon, que aqui ganha um remix incrível do Boyz Noise, que, na minha opinião, tem produzido os melhores remixes do ano passado pra cá. Perfeita já pra entrar no clima de festa da noite e muito mais barulhenta que sua verão original, a faixa é um esquenta pro que há de vir.

♫ Chemical Brothers – Swoon ( Boyz Noise Remix)

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Miike Snow – Silvia to Ibiza (Myndset Mashup)

PARA OUVIR: BEBENDO

Miike Snow está constantemente em minha playlist, e mal passo aguardar pelo seu show esta semana. Enquanto vamos aquecendo, ouça esse remix de Silvia, na verdade um mashup com Ibiza do Swedish House Mafia. Cheia de paradas e retornos na batida, esse é um remix para agitar as pistas.

♫ Miike Snow – Silvia to Ibiza (Myndset Mashup)

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Will.I.Am & Nicki Minaj – Check It Out (Tommie Sunshine’s 5AM Edit)

PARA OUVIR: NO CARRO COM OS AMIGOS

Check It Out, a nova da Nicki Minaj, ainda não ganhou um post próprio aqui no blog, mas certamente mereceria.  Com samples de Video Killed The Radio Star, a faixa que na verdade é mais um dueto entre a cantora e o Will.I.Am, é feita diretamente para as festas, e esse remix do Tommie Sunshine só apimenta mais ainda as coisas, transformando a música em uma perfeita party killer.

♫ Will.I.Am & Nicki Minaj – Check It Out (Tommie Sunshine’s 5AM Edit)

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Monarchy – Love Get Out Of My Way (Benny Benassi Remix Edit)

PARA OUVIR: NA PISTA

Confesso que ainda não dei muita atenção ao Monarchy, mas Love Get Outta My Way tem ganhado bastantes plays no meu iPod. Com esse remix do Benny Benassi, autor da monstruosa Satisfaction, a canção ganha um outro nível, e mais chegada nas batidas dubstep, a música fica perfeita para tocar em qualquer tipo de boate.

♫ Monarchy – Love Get Out Of My Way (Benny Benassi Remix Edit)

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Matt Van Schie – Two Love (Diamond Cut Mix)

PARA OUVIR: FAZENDO SEXO

Esse remix do Diamond Cut pra música do australiano Matt Van Schie deixou a canção sexy, cool e maravilhosa. Com teclados 80’s, uma batida leve, e um clima de sol nascendo, é bom para voltar pra casa com os amigos ou esticar com alguém na noite.

♫ Matt Van Schie – Two Love (Diamond Cut Mix)

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Kings of Leon – Use Somebody (RAC Remix)

PARA OUVIR: NA VOLTA VENDO O SOL NASCER

Se voce nuca ouviu o Kings of Leon remixado, bem, não fique com medo. Principalmente quando temos, novamente, RAC no comando da pick up. Use Somebody, o super hit do grupo, ganha um polimento beirando o synth pop do The Killers e do Phoenix, mas continua com sua bela melodia perfeita para ouvir vendo o sol nascer.

♫ Kings of Leon – Use Somebody (RAC Remix)

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Amusement Parks on Fire – Water From The Sun

14 set

O quinteto de Nottinghan, no Reino Unido foi criado em 2004 por Michael Feerick. Na época, ele lançou seu primeiro disco no esquema one man band após isso ele recrutou uns amigos e criou mesmo a banda. O grupo que recentemente lançou seu terceiro disco, o Road Eyes prima por uma sonoridade oitento-noventa calçada no shoegaze. As camadas de guitarra enchem os ouvidos e os vocais etereos dão um ar quase dreaming pras canções.
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Road Eyes traz aquele ar saudosista em suas músicas e quem escuta tem a impressão de estar ouvindo algo feito por meados de 92, 93. Não chega a ser tão barulhenta quanto bandas como My Bloody Valentine, Jesus and Mary Chain, mas se aproxima mais de sons como Slowdive, e o Ride. Em geral, as faixas tem uma duração fora dos padrões comerciais, variam entre 5 e 8 minutos. Water From The Sun, não poderia ser diferente. Com quase sete minutos de duração, é cheia de guitarras e camadas de vocais. Ao vivo, deve ser aquela música que todos param e apenas assistem a banda, se deixando envolver pelo crescente clima a qual ela nos leva.

♫ Amusement Parks on Fire – Water From The Sun